As mentiras do Apocalipse Protestante! 

O período inter-bíblico protestante.

O período inter-bíblico protestante.

Esse é o pior argumento protestante de todos os tempos para justificar a mutilação satânica da Bíblia Sagrada, quem nunca escutou essa baboseira protestante? Pois bem, segundo os protestantes, existiu um suposto período inter-bíblico[1] no qual Deus se calou e deixou a humanidade, não havendo mais revelações e nem profecias, porém, nem Jesus Cristo e muito menos os Santos Apóstolos sabiam da existência desse suposto período inter-bíblico, mas, Deus suscitou o protestantismo para consertar o erro dos Santos Apóstolos. É mole!

Bem, segundo nossos amigos protestantes, Deus deixou a humanidade após a volta do Exilio Babilônico e só regressou depois do nascimento de Jesus Cristo, sendo assim, seu último profeta do (AT) foi Malaquias, e, seguindo essa ordem, o último livro do (AT) inspirado foi o do próprio profeta. Mas será que isso é verdade?

Antes de iniciar a refutação, peço ao leitor que pense em um deus (com [D] pequeno segundo os protestantes), que deixa seu povo sem a sua providência em um dos momentos mais calamitoso para o povo de Israel, esse momento foi à era dos Macabeus, isso ocorreu por volta de (200 AC) quando Atíoco Epífânes[2] invade Israel, oprimindo a nação, obrigando o povo de Deus a transgredir a LEI (Torah), queimando as Escrituras, profanando o templo de Jerusalém e saqueando os utensílios Sagrados. Será que esse deus apresentado pelos protestantes merece respeito? Eu prefiro seguir o Deus misericordioso apresentado pela única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo, esse Deus que nunca abandonou o seu povo e suscitou os Macabeus para libertar Israel da opressão de Antíoco Epífânes. Infelizmente, segundo os protestantes, não existiu providência Divina na revolta dos Macabeus, ou seja, Israel fora libertada pela providência humana!

Realmente isso seria impossível, pois o próprio Talmud[3] em suas centenas de contradições diz que os Macabeus foram levantados por Deus:

“Nos tempos dos caldeus, eu levantei Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Nos tempos dos Gregos, eu dei-lhes Simeão e os Macabeus para destrui-los. No tempo de Hamã, eu dei-lhes Mordecai e Ester. No tempo de Roma, eu dei-lhes a casa dos rabinos e os sábios daquela geração. Pois eu sou o Senhor seu Deus (Talmud, Livro IV, Volumes VII e VIII, Tratado sobre o livro de Esther, Capítulo I, Paragrafos XXV e XXVI)

Como vimos, os próprios fariseus, aqueles da linhagem que crucificaram Jesus Cristo, admitem que na época dos Macabeus, existiu providência Divina.

Voltando ao assunto, eu vou provar Biblicamente e historicamente que esse suposto período inter-bíblico jamais existiu e que, isso foi fruto de uma mente demoníaca! Escutou povo protestante?

Sabendo que entre Malaquias e São Mateus (segundo os protestantes) não existiu mais revelações Dividas, então me diga: Qual profeta fez essa profecia?

“E veio habitar na cidade de Nazaré para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: Será chamado Nazareno (Evangelho de São Mateus, Capítulo II, Verso XXIII)

Tantas e tantas hipóteses foram levantadas sobre esta profecia, ainda mais por não constar nas Escrituras Sagradas do (AT), se tratando de uma tradição oral, nossos amigos protestantes inventaram de tudo para justificar a falta da Sola Scripture na profecia. Já escutei protestante dizendo que a profecia corresponde ao fato de Jesus Cristo ser humilde, ou, ao fato dele supostamente ter sido Narizeu etc. Mas nada disso é verdade, a profecia corresponde ao fato dele ter crescido na cidade de Nazaré, tanto é verdade que, no Evangelho de São João se faz a referências a essa profecia de um modo negativo, ou, se contrapondo a essa profecia, pois o fato de ser uma profecia procedida de uma tradição oral, não era do conhecimento de todos. Preste atenção:

“(Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.) Filipe encontra Natanael e diz-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José. Respondeu-lhe Natanael: Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré? Filipe retrucou: Vem e vê” (Evangelho de São João, Capítulo I, Versos XLIV,XLV e XLVI)

Observem como Natanael demonstra toda a sua ignorância a respeito dessa profecia, a falta de conhecimento dessa tradição oral fez com que Natanael desdenhasse o fato do Messias ter vindo de Nazaré; ou seja, a profecia corresponde exatamente à naturalidade de Jesus Cristo. Agora fica a pergunta:

Por que foi citada essa profecia no artigo? Resposta simples:

Nazaré não foi mencionada em nenhuma literatura anterior ao Novo Testamento, ou seja, era uma cidade ainda em formação, uma cidade nova dentro de Israel, sendo assim, temos dentro da Bíblia Sagrada, ou melhor, dentro do (NT) uma profecia proferida dentro do suposto período inter-bíblico protestante. Que coisa não!

Agora vamos para outro ponto, se levarmos em consideração o fato que antes de Cristo não existia nenhum tipo de revelação em Israel, de onde saiu à famosa profetisa do templo quando Jesus Cristo nasceu e foi circuncidado?

Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação” (Evangelho de São Lucas, Capítulo II, Versos XXXVI, XXXVII e XXXVIII)

São Lucas só podia está louco! Será que ele nunca ouviu falar no famoso período inter-biblíco protestante? Creio que não, pois segundo São Lucas, uma mulher chamada Ana, passou um bom tempo da sua vida PROFETIZANDO NO TEMPLO DE JERUSALÉM, e ainda mais, nem Maria e José ouviram falar nesse suposto período inter-biblíco protestante, receberam a profetisa de braços abertos.

Mas São Lucas, o danadinho, não para por ai, antes de apresentar uma profetisa ainda do (AT), ele nos apresentou SIMEÃO, um homem que recebeu uma REVELAÇÃO Divina de que não morreria sem ter visco com seus olhos à salvação de Israel.

“Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor” (Evangelho de São Lucas, Capítulo II, Versos XXV e XXVI)

Meu Deus! De onde saiu essa revelação? Não existia nenhum protestante na época para informar a esse cidadão que não exista mais revelações Divinas? Acho que os protestantes terão que retirar mais livros de suas Bribas!

Até Jesus Cristo, o Salvador, se esqueceu do período inter-biblíco protestante ao afirmar que a LEI E OS PROFETAS[4] duraram até João Batista, o último profeta do (AT)?

A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar” (Evangelho de São Lucas, Capítulo XVI, Versos XVI)

Engraçado que nesse único verso existe tanta informação, pena que nossos amigos protestantes não possuem sabedoria para interpretá-lo, observem como Jesus Cristo diz que a LEI E OS PROFETAS duraram até JOÃO BATISTA, ou seja, não existe uma lacuna de tempo nesse período, se assim fosse, Jesus Cristo teria deixado explícito para que ninguém tivesse dúvidas posteriormente.

Existe outra questão nesse verso, observem como Jesus Cristo diz: “desde então é anunciado o Reino de Deus”. Isso é uma questão lógica, o Reino de Deus passaria a ser anunciado quando chegasse o fim da Lei e dos Profetas, nesse caso, Jesus Cristo se referia a João Batista como último profeta do (AT). Se o último profeta do (AT) fosse Malaquias como sugere os protestantes banzoloucos, Jesus Cristo teria que vir logo após a morte de Malaquias para anunciar o Reino de Deus. Olha que abacaxi!

Fico imaginando Jesus Cristo pregando assim:

“A Lei e os Profetas duraram até Malaquias, depois Deus se mandou, ficou 400 anos sem dar as caras e do nada enviou João Batista, então a Lei e os Profetas voltaram e durou de novo até a morte de João Batista, sendo assim, desde então foi anunciado o Reino de Deus, que era para ser anunciado com a morte de Malaquias, mas não foi.”

Realmente, a teologia protestante é coisa de louco!

Outro que se esqueceu do famoso período inter-bíblico protestante foi São João Evangelista, o Apóstolo filho de Zebedeu, aquele que recebeu a revelação (Apocalipse), ele simplesmente narrou em seu Evangelho um fato ilusório!

Observem:

“Celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão.” (Evangelho de São João, Capítulo X, Versos XXII e XXIII)

Parece um texto bobo, Jesus Cristo passeando no templo no dia de uma festa religiosa no qual fazia parte do calendário religioso judaico. O grande problema, é que todas as festas religiosas do calendário judaico, no primeiro século, constavam dentro das Escrituras Sagradas, ou seja, jamais um Judeu, ou, Jesus Cristo iria participar de uma festa que não constava dentro das Escrituras Sagradas, e sabendo que essa festa foi institucionalizada dentro do suposto período inter-bíblico protestante, não seria uma festa inspirada por Deus, mas, Jesus Cristo não sabia desse período e acabou cometendo essa pequena heresia (segundo os protestantes).

Segundo a Bíblia Sagrada, a festa da dedicação, ou, Chanucá, também conhecida como festa das luzes, foi institucionalizada por Judas Macabeus e seus irmãos, e, desde então, é comemorada a cada ano em Israel.

Foi estabelecido por Judas e seus irmãos, e por toda a assembleia de Israel que os dias da dedicação do altar seriam celebrados cada ano em sua data própria, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu, e isto com alegria e regozijo.” (I Livros dos Macabeus, Capítulo IV, Verso LIX)

Judas Macabeus institucionalizando uma festa que Jesus Cristo participou! E o Talmud não deixa de citar essa festa:

“Durante o Hanuka (Festa da Dedicação), lesse o livro de Números, sobre as ofertas dos príncipes, lesse Zacarias sobre os castiçais, isso acontece nos dois sábados entre os oitos dias de Hanuka, no primeiro sábado, os castiçais de Zacarias e no último sábado, sobre os castiçais de Salomão que se encontra no livro de Reis” (Talmud, Livro IV, Volumes VII e VIII, Tratado sobre o livro de Esther, Capítulo IV, Paragrafo LXXXVII)

Seria desnecessário citar nesse artigo todas as citações dos Deuterocanônicos no (NT), pois são mais de 300 citações.

O que falar desse suposto período inter-bíblico protestante? Quem inventou essa heresia satânica? De onde os protestantes retiraram essa ideia maluca?

Na verdade, nossos amigos protestantes, retiraram essa famosa ideia, de uma interpretação equivocada dos escritos de Flavio Joséfo, historiador Judaico, esse fariseu, vendido aos Romanos durante a destruição do templo, escreveu em resposta a Ápião o seguinte texto:

Temos somente vinte e dois livros que compreendem tudo o que se passou, e que se referem a nós, desde o começo do mundo até agora, e aos quais somos obrigados a prestar fé. Cinco são de Moisés, que refere tudo o que aconteceu até sua morte, durante perto de três mil anos e a sequência dos descendentes de Adão. Os profetas que sucederam a esse admirável legislador escreveram, em treze outros livros, tudo o que se passou depois de sua morte até o reinado de Artaxerxes, filho de Xerxes, rei dos persas, e os quatro outros livros contêm hinos e cânticos feitos em louvor de Deus e preceitos para os costumesEscreveu-se também tudo o que se passou desde Artaxerxes até os nossos dias, mas como não se teve, como antes, uma sequência de profetas não se lhes dá o mesmo crédito” (Flávio Joséfo, resposta a Ápião, primeiro livros capítulo II)

Segundo Joséfo, os Judeus possuíam apenas (22) livros em suas Escrituras Sagradas, esses livros eram separados em: Leis; profetas e escritos (hinos e louvores), porém, em nenhum momento ele cita quais eram esses livros, sendo assim, podemos levantar varias hipóteses sobre o verdadeiro catálogo desses livros, Joséfo também afirma que desde o reinado de Artaxerxes[5] se escreveu tudo, mas não continha o mesmo valor. Mas tudo bem, vamos supor que os (22) livros citados por Joséfo correspondem ao (AT) Farisaico protestante, então eu pergunto: Qual foi à autoridade recebida por Joséfo para definir um suposto cânon no primeiro século? Isso é simples. Sendo Joséfo Fariseu, logicamente ele recebeu de bom agrado às regras estabelecidas no Sínodo de Jâmnia para responder à Ápião em sua refutação.

Qual foi a regra estabelecida em Jâmnia?

“Os rabinos ensinaram: Desde a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, oEspírito Santo deixou Israel” (Talmud, Livro VIII, Tratado do sinédrio, Capítulo I, Paragrafo XXIV)

Quando se iniciou o Sínodo de Jâmnia?

Vespasiano disse-lhe: Tu és o Rabban Joanã b Zakkai? Eu lhe dou o privilégio de me pedir um favor. Ele respondeu: Não peço nada a mais que a cidade de Jâmnia livre para lá instruir meus discípulos, eu vou construir uma casa de oração e irei realizar todos os mandamentos do Senhor. Vespasiano disse: Vá para Jâmnia e sem perturbações realizar o objeto de teu desejo” (Talmud, Livro V, Volumes IX e X, Tratado de Aboth, Capítulo I, Paragrafo XXV)

Exatamente no reinado de Vespasiano[6], imperador romano durante a destruição do templo.

Flavio Joséfo sendo Fariseu, vivendo entre o Sínodo de Jâmnia, iria expor qual opinião a respeito dos livros sagrados dos hebreus? A resposta fica por conta do leitor!

Sendo assim, Flávio Joséfo, o fariseu, que viveu entre o Sínodo de Jâmnia, é carta fora do baralho para defender essa mutilação satânica das Bíblias protestantes. Sem levar em consideração que na visão de Joséfo e dos Fariseus de Jâmnia, o (NT) não é inspirado e até o presente momento, Deus continua calado com a humanidade, ou seja, Jesus Cristo não foi nada além de um impostor.

Obs.

*Todo o Cristão necessita ter conhecimento dos livros de Flávio Joséfo.

Como vimos, nem Jesus Cristo, nem os Apóstolos e muito menos os Profetas sabiam da existência desse suposto período inter-bíblico protestante, isso é fato! Até porque, essa heresia foi inventada pelos matadores de Cristo décadas depois da Crucificação do Salvador; ou seja, os Cristãos nunca tiveram nada a ver com essa história maquiavélica, aliás, essa heresia foi inventada exatamente para negar o (NT). Segundo essa lógica, jamais um protestante poderia ter o (NT) em suas centenas de Ferradas por Almeidas.

Realmente, querer usar a opinião dos Fariseus de Jâmnia e do Fariseu Joséfo para justificar a heresia da mutilação satânica das Bíblia protestantes é o fim do mundo!

Segundo Jesus Cristo, nem Joséfo e muito menos os Fariseus de Jâmnia possuíam qualquer inspiração Divina para definir um cânon, muito menos um cânon para os Cristãos.

JESUS CRISTO retira do Reino os Judeus entre o ano 30 a 33.

“Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele” (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXI, Versos XLII  e XLII)

Como pode um povo sem Reino possuir inspiração Divina para definir algum cânon? Só mesmo os protestantes banzoloucos para usar um argumento desses.

Agora veja que coisa engraçada, aliás, uma das aberrações farisaicas do primeiro século, segundo o Talmud, depois do profeta Malaquias, o Espirito Santo deixou Israel, no entanto, esses mesmos fariseus, afirma que alguns JUDEUS continuaram sendo usado por Deus durante esse período, o mais impressionante, é que isso aconteceu justamente na cidade de Jâmnia:

“Os rabinos ensinaram: Desde a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo deixou Israel; no entanto, eles ainda eram usados ​​para uma voz celestial. Aconteceu uma vez em uma reunião no sótão da casa de Guriah, na cidade de Jericó, e uma voz celestial foi ouvida: Entre essas pessoas, uma era digna do repouso do Espiro Santo; mas aquela geração, não estava apta. E os sábios voltaram seus olhos sobre o velho Hillel. E quando ele partiu, eles lamentaram dizendo: Ai piedoso, Ai modesto, discípulo de Esdras. O mesmo aconteceu de novo quando eles tiveram uma reunião em um sótão na cidade de Jâmnia, e a voz celestial disse: Entre essas pessoas uma é digna do repouso do Espirito Santo, mas aquela geração, não estava apta. E os rabinos viraram seus olhos para Samuel Little quando ele partiu e se lamentaram dizendo: Ai piedoso, Ai modesto, discípulo de Hillel” (Talmud, Livro VIII, Tratado do sinédrio, Capítulo I, Paragrafo XXIV)

Como são danadinhos esses fariseus que estabeleceram as regras canônicas do Antigo Testamento protestante! Segundo eles, depois de Malaquias o Espirito Santo deixou Israel, mas, em Jâmnia, cidade escolhida pelos fariseus para se defender do Cristianismo, alguns santinhos recebiam a voz de Deus. Coisa de louco! Só os banzoloucos seguem os fariseus de Jâmnia.

Para terminar esse artigo, eu vou expor aos leitores, a grande contradição farisaica no Talmud, ou podemos chamar de um verdadeiro tiro no pé. Observem o que está escrito no Talmud:

“Um profeta pode ser conhecido por dez nomes diferentes, são eles: Embaixador, fiel, servo, mensageiro, vidente, guarda, homem de escrutínio, sonhador, profeta e homem de Deus. Há dez nomes para o Espírito Santo: Provérbio, metáfora, crivo, palavra, dizer, chamando, mandamento, profecia, fala algo sagrado e visão (Talmud, Livro V, Volumes IX e X, Tratado de Aboth, Capítulo V, Paragrafo CXV)

Segundo o Talmud, um PROFETA é conhecido por ser:

Embaixador; Fiel; Mensageiro; Vidente; Guarda; Escrutínio; Sonhador e homem de Deus.

Vamos analisar historicamente alguns homens que viveram entre esse suposto período inter-bíblico protestante e analisar criteriosamente se eles possuíam qualidade suficiente para ser considerado um profeta de Deus!

 

Profetas de Deus no período inter-bíblico protestante:

 

Vamos começar com Tobit, pais de Tobias.

Tal foi o cântico de Tobit. Depois que recobrou a vista, viveu (ainda) Tobit quarenta e dois anos, e viu os filhos de seus netos. (Morreu) com a idade de cento e dois anos, e foi sepultado com muita honra em Nínive. Aos cinquenta e seis anos tornou-se cego, e recobrou a vista aos sessenta. Todo o resto de sua vida se passou na alegria; e a paz de que gozou foi em proporção aos seus progressos no temor a Deus. Quando veio a hora de sua morte, chamou à sua presença o seu filho Tobias, com os sete filhos deste e disse-lhes: Está próxima a ruína de Nínive, porque a palavra de Deus não falha; os nossos irmãos, que foram dispersos para longe da pátria de Israel, voltarão para ela. Todo o seu país deserto será repovoado, e a casa de Deus, que ali foi queimada, será reconstruída. Todos os homens que temem a Deus voltarão novamente para ela. E as nações pagãs abandonarão os seus ídolos e virão habitar em Jerusalém, e todos os reis da terra se alegrarão de apresentar suas homenagens ao rei de Israel. Ouvi, pois, o vosso pai, meus filhos. Servi fielmente o Senhor e procurai fazer o que lhe é agradável. Recomendai aos vossos filhos que pratiquem a justiça, sejam caridosos e esmoleres, que se lembrem de Deus e o bendigam em todo o tempo, fielmente, e com todas as suas forças. E agora, meus filhos, ouvi-me: não fiqueis aqui; mas, no dia em que tiverdes enterrado vossa mãe junto de mim no mesmo túmulo, ponde-vos logo a caminho para deixar estes lugares; porque eu vejo que a iniquidade desta cidade será a causa de sua queda. Depois da morte de sua mãe, Tobias partiu de Nínive com sua mulher, seus filhos e seus netos, e voltou para a casa de seus sogros. Encontrou-os em perfeita saúde, numa ditosa velhice. Teve para com eles todas as atenções, e fechou-lhes os olhos. Tomou posse de toda a herança da casa de Raguel, e viu os filhos de seus filhos até a quinta geração. Morreu com alegria, tendo vivido noventa e nove anos no temor ao Senhor, e seus filhos sepultaram-no. Toda a sua parentela e toda a sua descendência perseveraram numa vida íntegra e santo procedimento, de modo que foram amados tanto por Deus como pelos homens e por todos os seus compatriotas.” (Livro de Tobias, Capítulo XIV, Versos do I ao XVII)

Simplesmente Tobit, pai de Tobias, fez profecias a respeito da queda de Nínive, restauração de Israel e a reconstrução do templo, ele era fiel a Deus, ou seja, Tobit era um homem qualificado para ser considerado um profeta de Deus segundo o Talmud.

Vamos para o livro dos Macabeus.

“Assim armou a todos não com a segurança que vem das lanças e dos escudos, mas com a coragem que suscitam as boas palavras. Narrou-lhes ainda uma visão digna de fé uma espécie de visão que os cumulou de alegria. Eis o que vira: Onias, que foi sumo sacerdote, homem nobre e bom, modesto em seu aspecto, de caráter ameno, distinto em sua linguagem e exercitado desde menino na prática de todas as virtudes, com as mãos levantadas, orava por todo o povo judeu. Em seguida havia aparecido do mesmo modo um homem com os cabelos todos brancos, de aparência muito venerável, e nimbado por uma admirável e magnífica majestade. Então, tomando a palavra, disse-lhe Onias: Eis o amigo de seus irmãos, aquele que reza muito pelo povo e pela cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus. E Jeremias, estendendo a mão, entregou a Judas uma espada de ouro, e, ao dar-lha, disse: Toma esta santa espada que Deus te concede e com a qual esmagarás os inimigos.” (Segundo Livro dos Macabeus, Capítulo XVI, Versos do XI ao XVI)

Segundo o livro, Judas Macabeus teve uma VISÃO. Quem tem visão é um vidente, um vidente está qualificado para ser considerado um profeta de Deus.

Já Flávio Joséfo, se contradizendo em sua resposta a Ápião diz:

“Hircano, após um ano de sítio, tomou a cidade e, não se contentando em se tornar senhor dela, destruiu-a completamente, fazendo passar por ela várias torrentes, de modo que ela perdeu todo e qualquer aspecto de cidade. Dizem-se coisas incríveis desse sumo sacerdote. Afirma-se que o próprio Deus lhe falava e que, estando sozinho no Templo, onde oferecia incenso, no mesmo dia em que os filhos se empenhavam numa batalha contra Antíoco, ele ouviu uma voz dizer-lhe que seria vitorioso. Saiu imediatamente para dar essa grande notícia ao povo, e os fatos provaram que aquela revelação era verdadeira. Todavia, não era somente em Jerusalém, na Judéia, que os judeus estavam em franco progresso. Eles também eram poderosos em Alexandria, no Egito, e na ilha de Chipre.” (Flávio Joséfo, História das Antiguidades, Livro I, Capítulo XVIII, Verso DXLII e DXLIII)

Para quem não sabe, João Hircano foi um sumo sacerdote e membro da dinastia dos hasmoneus que governou a Judeia cerca de (135 e 104 a.C.). João era o filho mais novo Simão Macabeu e neto do sacerdote Matatias, que há três décadas tinha iniciado a revolta contra os reis selêucidas. Em (137 a.C.) liderou junto com o seu irmão Judas as tropas que derrotaram a invasão da Judeia feita pelo general de Antíoco VII.

Bem, segundo Flávio Joséfo, João Hircano, era um homem que escutava a voz de Deus e fazia revelações, ou seja, segundo o Talmud, João Hircano estava qualificado para ser considerado um profeta de Deus.

Joséfo também não deixa de citar Cleodemus, segundo a Enciclopédia Judaica, Cleodemus foi:

http://www.jewishencyclopedia.com/articles/10328-malchus-cleodemus-the-prophet

Escritor helenístico do segundo século (AC) Seu nome semita é (Malco), muito comum na Fenícia e na Síria, mas não era conhecido entre os judeus, juntamente com seu trabalho cheio de tradições pagãs, tem dado origem a discussões sobre sua origem. Ewald supõe que ele era Fenício; já Herzfeld, diz que ele era Sírio; Freudenthal esforça para provar que ele era Samaritano e Schürer, sustenta que ele deve ter sido um Judeu qualquer ou um Samaritano.

Cleodemus foi autor de uma história dos Judeus em Grego, em que as tradições judaicas são misturadas com a mitologia Grega. Em curto prazo desta história, que já não existe mais, é citado por Joséfo em (história das antiguidades) e por Alexander Polyhistor.

Segundo Joséfo, Cleodemus era considerado um profeta, ou seja, nada de período inter-bíblico protestante:

“Jocsã teve dois filhos, Seba e Dedã, o qual teve Assurim, Letusim e Leumim. Midiã teve cinco filhos: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Abraão aconselhou a todos que se fossem estabelecer em outros países. Eles ocuparam a Troglodita e toda aquela parte da Arábia Félix que se estende até o mar Vermelho. Diz-se também que Efer, de que acabamos de falar, apoderou-se da Líbia por meio das armas e que os seus descendentes lá se estabeleceram e a chamaram com o nome dele: África, o que Alexandre Poliistor confirma com estas palavras: O profeta Cleodemus, cognominado Malque, que a exemplo do legislador Moisés escreveu a história dos judeus, diz que Abraão teve de Quetura, dentre outros filhos, a Afram, Sur e lafram: Sur deu o seu nome à Síria, Afram à cidade Afra e lafram à África, e que eles combateram na Líbia contra Anteu, sob o comando de Hércules. Ele acrescenta que Hércules desposou a filha de Afram e que dela teve um filho de nome Deodoro, o qual foi o pai de Sofo, que deu nome aos sofácios.” (Flávio Joséfo, História das Antiguidades, Livro XI, Capítulo XV, Verso XLI)

Bem, eu poderia ficar aqui citando páginas e mais páginas sobre homens usados por Deus para proferir ao povo suas revelações durante o suposto período inter-bíblico protestante; mas este artigo é simplesmente para provar de uma forma resumida, clara e objetiva que esse período jamais existiu, aliás, as únicas duas fontes usadas pelos protestantes para defender essa heresia satânica são: Flávio Joséfo e os fariseus de Jâmnia, porém, as duas fontes, além de não possuir nenhum tipo de autoridade Divina, entram em contradições a todo o momento sobre esse suposto período, uma hora diz que não existiu revelação depois de Malaquias, outra hora diz que existiu, uma hora diz que acabaram os profetas, outra hora chama até um suposto pagão de profeta.

O importante é saber que os Cristãos, principalmente do primeiro século, jamais citaram uma heresia dessas, aliás, nem Jesus Cristo e os Apóstolos sabiam da existência desse suposto período inter-bíblico protestante.

Quem quiser sabe mais sobre esse assunto, peço ao leitor que adquira o livro (Manual de defesa dos Deuterocanônicos) escrito por Rafael Rodrigues, esse livro é a pedra nos sapatos protestantes, também existe varias informações no site: Apologistas Católicos, Cai a Farsa e Fim da Farsa.

E mais uma mentira cai por terra.

Autor: Cris Macabeus.

Colaboração: Rafael Rodrigues.

Notas e Referências:

Notas:

[1] Período inexistente que o protestantismo inventou para tentar justificar a mutilação satânica em suas bíblias. Suposto período teria ocorrido entre a volta do exilio babilônico e o nascimento de Cristo.

[2] Antíoco Epífânes foi rei da dinastia selêucidas que governou a Síria entre 175 a 164 AC.

[3] Livro sagrado dos Judeus, registrada toda a história do povo judaico segundo a sua tradição oral.

[4] Lei, profetas e escritos formam o conjunto de livros sagrados do antigo testamento judaico, chamado de Tanch.

[5] Artaxerxes, foi rei da Pérsia no terceiro século antes de Cristo.

[6] Vespasiano, primeiro imperador romano da dinastia Flavios, ocupou o poder em Roma no ano de 69 d.C.

Referências Bibliográficas:

Bíblia versão dos Monges de Maredsous (Bélgica) editora Ave Maria.

Talmud Babilônico, disponível em inglês no site: (sacred-texts)  

História Eclesiástica de Euzébio de Cesarea.

Carta contra Ápião de Flavio Joséfo.

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